segunda-feira, 21 de março de 2011

Vem ni nozes Santos (Cap 33)

Chegaram a Santos, pouco antes do almoço como previsto.
Terezinha: Chegamos. – disse alegre assim que desceu do ônibus.
Rosa: Há quanto tempo não vinha a Santos que até me esqueci da sensação de liberdade, de como vivi bons momentos nessa cidade. – recordou.
Terezinha: Sempre víamos a Santos nos feriados, mais sempre com a mesma sensação de que estava faltando algo, no caso você Fina. – disse abraçando a irmã.
Rosa: Imagino – abraçou a irmã – Sabe Terezinha estava pensando, vamos passar o fim de semana aqui, ligamos pra mamãe avisando que ficaremos por aqui. – sugeriu.
Terezinha: Oba – comemorou – Mais ficaremos onde?
Rosa: Vamos para um hotel oras. – brincou.
Terezinha: Ta mais e as nossas roupas? Viemos passar a tarde e não o fim de semana. – se preocupou.
Rosa: Podemos comprar o necessário – respondeu.
Terezinha: Está me saindo melhor que eu esperava te trazer a Santos para um fim de tarde e ficar o fim de semana todo. – constatou feliz.
Rosa: Ué não era você mesma que queria aproveitar a viagem pra ficar só você e eu?
Terezinha: Sim. Claro que sim. – falou empolgada – Só não garanto que seremos só nos duas – sussurrou pra si mesma, com um olhar de quem tinha aprontado.
Rosa: O que você falou? – perguntou após ouvir o sussurro
Terezinha: O que? Nada de mais apenas disse que seremos só nós duas.  – disfarçou.
Rosa: Ok. Então vamos procurar um hotel, depois vamos pro shopping e aproveitar a noite na praia que tal. – sugeriu.
Terezinha: Ótimo, perfeito. – comemorou – Mais será que podemos tomar um banho de mar antes de tudo e aproveitar descarregar toda a energia negativa e renovar as nossas forças?
Rosa: Podemos e vamos. – disse isso puxando a irmã em direção a praia.
Assim que chegaram à praia, tiraram suas saídas de banho e entram no mar. Ficaram bastante tempo na água e por fim resolveram ir embora para procurar um hotel e ir ao shopping.

No Aeroporto de São Paulo.

Claude chega a cidade de São Paulo alegre e apreensivo de como seria essa viagem. Foi em direção a entrada principal e encontrou seu motorista que contratou.
Rodrigo: Bom Dia Dr. Claude. – o cumprimentou pegando suas malas.
Claude: Bonjour Rodrigo. – e entrou no carro.
Rodrigo após colocar as malas no porta-malas do carro, assumiu o volante.
Rodrigo: Dr. Claude o senhor quer passar em algum lugar antes de seguimos viagem?
Claude: Non Rodrigo pode ir direto, hã. – respondeu.
E seguiram viagem.

Terezinha: Fina você já ligou pra mamãe?
Rosa: Sim, já avisei que vamos ficar por aqui.
Terezinha: Ok. Olha que lindo. – a puxou para ver um vestido na vitrine.
Rosa: Lindo mesmo. Olha esse detalhe da renda. Gostei.
Terezinha: Compra pra você Fina! – sugeriu ainda admirando o vestido. – E usa hoje de noite quando formos a praia noite. – sugeriu.
Rosa: Ai Terezinha esse vestido é muito lindo pra apenas ser usado na praia. Tem que ser uma ocasião especial. – respondeu.
Terezinha: Nunca se sabe o que se pode acontecer daqui a alguns minutos, quanto mais a noite. A vamos Fina... Vamos comprar esse vestido pra você. – a puxou pra dentro da loja e já pedindo a vendedora uma peça para que a irmã experimentasse.
Rosa colocou o vestido e mostrou para a irmã como ficou o caimento.
Vendedora: Esse vestido ficou lindo na senhora! – elogiou.
Rosa: Obrigada, ficou bonito mesmo. – respondeu se olhando no espelho admirando o vestido. Vestido esse que se resumia em um tomara-que-caia cor de pele, que tinha outro vestido de renda preta toda bordada com pequenas pedrinhas de strass, por cima.
Terezinha: Ela vai levar. – respondeu pela irmã.
Rosa: Terezinha. – a repreendeu.
Terezinha: Pequenas loucuras Fina, pequenas loucuras. E você vai usar esse vestido hoje a noite quando formos a orla da praia. – mandou.
Rosa: Terezinha esse vestido é muito chique para só um passeio na orla da praia.
Vendedora: Posso dar a minha opinião?
Terezinha: Pode.
Vendedora: Como moradora da cidade, com previsão de céu limpo pra essa noite e época de lua cheia. Esse vestido cai muito bem para uma noite tão bela. Ainda mais quando se está bem acompanhada de um homem. – respondeu.
Rosa: Mais não tem homem nenhum nessa história. – retrucou.
Terezinha: Viu como a vendedora é esperta. – concordou.
Vendedora: Pode ate não ter, mais vai que tem?
Terezinha: Gostei, você é das minhas. – brincou com a moça.


Após comprarem o vestido, passearam por mais tempo no shopping.
Rosa: Terezinha vou no banheiro, vem comigo! – a chamou.
Terezinha: Pode ir na frente, que eu já vou, vou dar uma olhada num vestido que vi numa vitrine lá trás.- disse ao ver uma oportunidade de ficar sozinha.
Rosa: Ok. – e saiu em direção ao banheiro.
Terezinha com a saída da irmã rapidamente pegou o celular para fazer uma ligação, mais vigiando caso a irmã voltasse.
Terezinha: Alo... ta tudo certo pra mais a noite, só espero que não dê pra trás... ah foi mais fácil que eu imaginei, se bem que fazer ela vir pra Santos foi o mais difícil, tinha me esquecido de como a minha irmã é turrona, mais passar o fim de semana foi idéia dela... – risos – Certo vamos jantar naquele restaurante que te falei e depois vamos pra orla, ai é você que decide quando vai entrar em cena... então ta até mais tarde... tchau, bjs. –terminou a ligação com a sensação de dever cumprido, pelo menos até a metade e foi ao encontro da irmã no banheiro.
Rosa: Demorou heim, achei até que tivesse se perdido. – brincou.
Terezinha: Engraçadinha. Só fui ver o vestido que te falei, quase comprei. – disfarçou.
Rosa: E por que não comprou? – perguntou ao notar a mão vazia da irmã.
Terezinha: Achei muito caro, não dá pra encaixa-lo no meu orçamento do mês.
Rosa: Eu compro pra você de presente.
Terezinha: Que isso Fina, não precisa, você já comprou o seu e outra depois eu peço pra D. Joana fazer um igualzinho pra mim.
Rosa: Não tem problema, faço em suaves prestações. – brincou – E outra o meu vestido foi um presente que você me deu, tudo bem que fui eu que paguei – constatou – Mais ele ficou lindo e você tem razão eu vou usa-lo hoje a noite. – ao ver a expressão de negação da irmã finalizou – E não aceito não como resposta, o que qui é não posso te dar um presente?
Terezinha: Então ta já que é assim eu aceito. – respondeu feliz, mais tentando se lembrar de algum vestido que gostou nas vitrines do shopping.



PS: Completando mais uma parte... deixando com gostinho de quero mais... no próximo complemento será td...
Att. Lídya Elicio 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Zero a Zero... (Cap. 32)

Na casa da Julia Regina
Julia Regina: Bem vindo a minha humilde casa! – disse após abri a porta.
Frazão: Obrigado! Sua casa é a sua cara, cheia de cores vibrantes. – disse ao observar os detalhes.
Julia Regina: É assim que procuro espantar o baixo astral. Num gosto de me sentir pra baixo.
Frazão: Faz bem.
Julia Regina: Bom fica a vontade que eu vou tomar um banho e já volto. – disse isso dando um selinho nele.
Frazão: Já que é pra ficar a vontade, deixa-me  tomar um banho com você. – sussurrou em seu ouvindo, abraçando-a por trás.
Julia Regina: Safado! Frazão viemos aqui pra assistir o filme só isso. – e saiu em direção ao seu quarto.
Frazão: Ficar no Zero a Zero não dá. – gritou da sala – Mais essa mulher consegue me tirar do sério. Mais ela não perde por esperar. – disse pra si mesmo.
Momentos mais tarde Julia Regina voltou do banho. Usando um simples vestidinho discreto, mas que não deixava de ser instigante. Providenciou os lances enquanto Frazão escolhia o filme, entre opiniões sobre qual filme assistir optaram por “Cartas para Julieta”. Com muita insistência da parte do Frazão e muita resistência da parte da Julia Regina, assistiram todo o filme.
Julia Regina: Quantos Frazão existem no planeta? – perguntou se virando para o Frazão.
Frazão: Quantas Julia Regina existem no planeta? – também se virou ficando de frente para ela.
Julia Regina: Temos que aproveitar as oportunidades da vida, fazendo delas momentos importantes, pois a vida pode nos levar a caminhos diferentes em questão de segundos como um passo de mágica. – disse o olhando nos olhos.
Frazão: Eu quero aproveitar essas oportunidades e você? – perguntou acarinhando seu rosto.
Julia Regina: Sabia que antes eu me aproximava dos homens apenas por diversão, prazer nunca por interesse de ter um compromisso, um relacionamento sério. Não via razão pra me prender a uma pessoa, mais vejo que hoje eu quero me prender e levar os relacionamentos mais a sério. – confessou.
Frazão: Se eu me ouvisse falando isso uns meses atrás não me reconheceria, mais sinto que encontrei uma pessoa que me faça enxergar que eu posso e sou capaz de me de apaixonar por uma pessoa. Que vejo a necessidade de cuidar, proteger e suprir suas necessidades. As vezes temos que esperar a pessoa certa para nos fazer enxergar isso. – disse com ternura.
Julia Regina se emocionou ao ouvir essas palavras. Se aproximaram num movimento mutuo ficando assim com os rostos bem próximos um do outro. Julia Regina como uma resposta de permissão para que Frazão continuasse fechou os olhos, aproveitando assim as sensações que aquele momento lhe proporcionava. Frazão num ato delicado colocou sua mão em volta da nuca da Julia Regina, tenho assim certo controle sobre seus atos. Julia Regina sente sua estrutura estremecer, pois Frazão lhe tocou no ponto que lhe era sagrado que poucos homens tinham permissão para tocar. Frazão vendo que ela estava entregue aos seus toques, se aproximou e apossou de seus lábios, lábios esses que de experientes se tornaram inexperientes se deixando levar pelo ritmo comandado por ele. O beijo era delicado, despertando sensações de prazer que os dois pretendiam aproveitar cada segundo. Ofegantes pelo beijo que se tornará intenso, Julia Regina para.
Julia Regina: Já não estamos mais no Zero a Zero. – sussurrou.
Frazão: Já avançamos um passo, vai parar por aqui? – perguntou com um olhar provocante.
Julia Regina: Eu sou maluca de mexer em time que ta ganhando! Ainda nem comecei e você já quer parar! – brincou.
Frazão a pegou no colo e foi em direção ao quarto dela, voltaram se beijar de maneira mais intensa que na primeira vez, mais sem deixar de lado a delicadeza e a ordem de aproveitar o momento. Entre momentos intensos e delicados se entregaram mais uma vez como se fosse a primeira. Momentos mais tarde.
Frazão: Julia Regina?
Julia Regina: Hum. – respondeu sonolenta.
Frazão: Posso te fazer um pedido?
Julia Regina: Pode. – respondeu deitando em seu peito.
Frazão: Não deixe de ser a minha Diva? – pediu.
Julia Regina: Frazão ta me pedindo em casamento? – levantou surpresa pelo pedido.
Frazão: É não deixa de ser um pedido de casamento. – pensou.
Julia Regina: Tá vamos por partes. 1º me arrume outro apelido, por que Diva já tem a Rosa, ela eu deixo você chamá-la de Diva. – pediu.
Frazão: Deixe-me ver. – pensou – Deusa que tal minha Deusa. – sugeriu.
Julia Regina: Deusa tai gostei, Deusa.
Frazão: Ainda falta mais o que?
Julia Regina: Você me pedir em casamento da maneira certa. – sorriu.
Frazão: Ok. – e se levantou.
Julia Regina: Onde você vai? – o segurando.
Frazão: Ué me ajoelhar pra te fazer o pedido.
Julia Regina: Volta aqui não precisa disso tudo, é só você me pedir e pronto.
Frazão: Ok. – e voltou se sentar de frente para ela. – Julia Regina Barcelos você aceita se casar comigo. Aceita a ficar com o um cara morenão como eu que te deliria que eu sei, um brincalhão, amigo da sua amiga Rosa que é a minha Diva e de um francês mal-humorado que sempre me chamada nas horas mais inusitadas. E acima de tudo apaixonado por você?
Julia Regina: Aceito. – respondeu com lagrimas nos olhos.
Frazão: Ai ta vendo, seria muito mais simples do outro jeito, você ta chorando meu amor. – disse secando suas lagrimas.
Julia Regina: Ai me dá um desconto vai, é a primeira vez que sou pedida em casamento. – sorriu.
Frazão: Primeira e a única vez se depender de mim. – sorriu.
Julia Regina: Assim espero. – terminou de secar as lagrimas. – Agora vem cá que quero comemorar divinamente esse pedido de casamento. – disse isso voltando assim a beijá-lo.
Voltaram assim a compartilhar os momentos vividos minutos atrás.

Em São Paulo.

Terezinha: Ai vamos Fina, o que tem de mais nós irmos para Santos hoje? – perguntou.
Rosa: O que tem de mais, vamos ficar quatro horas dentro de um ônibus pra passar umas horinhas e voltar, só isso. – brincou.
Terezinha: E daí? Pelo menos estamos indo e aproveitando a tarde. Ai vamos Fina per favore. – implorou.
Rosa: Se me chamar de Fina mais uma vez ai que não vou mesmo.
Terezinha: Fina, Fina, Fina, Fina. – provocou sobre risos e com um olhar pidão.
Rosa: Ok ta bom, vamos para Santos. – aceitou.
Terezinha: Oba, eu vou pegar as nossas coisas e já vamos. – saiu em rumo a seu quarto.

De volta ao Rio de Janeiro.

Dadí: Dr. Croude a sua mala já está pronta. – avisou ao descer as escadas.
Claude: Merci Dadí. Foi bom você ter arrumado logo cedo Dadí, non quero que fique tudo em cima da hora, hã. – disse ao tomar seu café.
Dadí: Sim senhor. – e ia saindo, mais voltou – Dr. Croude?
Claude: Ouí, o que foi Dadí? – voltou sua atenção para Dadí.
Dadí: O senhor chama essa D. Rosa de cherry? – curiosa.
Claude: Por que essa curiosidade agora Dadí?
Dadí: Eu acho tão bonito quando o senhor chama uma mulher de cherry. Assim fica tão elegante. Eu gosto de te ouvir falando cherry. – confessou.
Claude: Non, eu non chamo ela da cherry. – respondeu.
Dadí: Que pena!
Claude: Non teve uma vez que a chamei de cherry sim, mais tem muito tempo, hã. – se lembrou.
Dadí: Pra falar a verdade não ouço o senhor falar cherry desde aquela mulher saiu da sua vida.
Claude: E você sabe muito bem o que me faz non chamar mais nenhuma mulher de cherry, hã.
Dadí: Nem me lembre, aquela mulher aprontou e muito com o senho, desconjuro.
Claude: Pois é, bom vou pro meu quarto terminar ler uns documentos que Frazon me entregou e que precisa das minhas assinaturas, hã. Assim que ele chegar manda ele ir por meu quarto, hã. – pediu.
Dadí: Sim senhor mando sim. – respondeu ao seu patrão que já estava na escada. – O Dr. Frazão vai me aprontar uma, já to sentindo.

À caminho de Santos.

Rosa: Só você mesma Terezinha pra me fazer ir pra Santos de uma hora pra outra. – disse ao se dar conta de onde estava.
Terezinha: Ai Rosa tem loucuras na vida que sempre nos trás recompensas.
Rosa: Terezinha em quesito de loucuras eu tenho mestrado e doutorado e te garanto nem sempre as loucuras nos trás recompensas. – avisou.
Terezinha: Mais que graça tem ser mestrada e doutorada em loucuras e não ser feliz. Ai Rosa relaxa. As vezes as loucuras nos faz ver que realmente estamos vivas e somos humanas. Uma vez ou outra cometer uma loucuras faz bem sabia?
Rosa: Sei, acho que a minha irmã ta muito sabichona pro meu gosto, Terezinha você ainda é uma criança.
Terezinha: Eu não sou criança. Mais isso também não me impede de querer viver a vida de modo mais pleno.
Rosa: Ai tem tanto tempo que não vou a Santos.
Terezinha: Tem é tempo que não ficamos sozinhas só nos duas isso sim. – constatou. 
Rosa: É verdade.
Terezinha: Quero aproveitar cada momento ao seu lado sem ninguém pra atrapalhar! Ai que saudade Fina. – a abraçou.
Rosa: Eu também. Esse abraço me fez tanta falta minha irmã. – retribuiu o abraço.
Terezinha: Então aproveite o tempo que quiser.
Rosa continuou abraçada à irmã olhando para a estrada, pensado em como sua vida estava ficando mais leve de uns tempos para cá. Sentiu saudades do Rio mais sabia que entre a família era muito mais recompensador que qualquer coisa.
“Só quero ser feliz e vou me dar essa oportunidade” – pensou.

De volta ao Rio de Janeiro.

Dadí: Entra Dr. Frazão, o Dr. Croude ta te esperando lá no quarto dele. – avisou assim que abriu a porta.
Frazão: Obrigado Dadivosa. – disse fazendo cosquinhas nela.
Dadí: É Daí Dr. Frazão, é Dadí e para de me fazer cosquinhas. – disse rindo.
Frazão: Ok ok parei.
Dadí: Mais vem cá que sorriso é esse nessa cara? Tem alguma novidade ai que eu não sei. – curiosa.
Frazão: Ter tem mais não posso contar ainda é segredo. – respondeu com um largo sorrido.
Dadí: Ok eu espero a hora certa pra saber. Mais vai tirando esse sorrisinho da cara senão o Dr. Croude vai querer saber o que é. – avisou.
Frazão: Bem lembrado. – mudou a expressão mais sem perder a simpatia. – E ai melhorou?
Dadí: É ta um pouquinho melhor. Mais vai logo que o Dr. Croude tem que viajar hoje, é bem capaz de te matar se o senhor demorar mais um pouco.
Frazão: Ok, ok já estou indo. Bjs Dadí. – e subiu as escadas. – E ai mon ami tudo certo com os documentos? – já entrou no quarto e se sentou na cama sem cerimônia.
Claude: Bom dia Frazon. Comigo vai tudo bem, merci. Non sabe cumprimentar non, hã. – o repreendeu sem ao menos tirar os olhos dos documentos.
Frazão: Bom dia mon ami. Eu também me vou bem, até demais – constatou.
Claude: Até demais é, por quê? – curioso.
Frazão: Boca grande. – se repreendeu. – Nada não é que o dia está tão lindo. – disfarçou.
Claude: Sei. Frazon por que você demorou de me entregar esse documentos, são documentos que eu devia ter lidos antes, hã.
Frazão: Você tava tão ocupado com o projeto que acabei deixando pra depois, mais eu tentei te entregar antes ai aconteceu aquilo tudo com a Rosa que acabei me esquecendo. – se explicou.
Claude: D’accord. Bom aqui está todos lidos e devidamente assinados. – entregou o envelope com os documentos.
Frazão: Merci. Heim você vai viajar que horas?
Claude: Daqui a pouco, hã. – olhou no relógio e se conteve pra não demonstra nervosismo.
Frazão: Quer carona? Te deixo no aeroporto e vou pro escritório depois. – propôs.
Claude: Ouí, Ouí. Vou querer sim. É só o tempo pra mim tomar um banho e já vamos.
Frazão: Eu espero. Claude? – o chamou que já estava no banheiro.
Claude: Ouí.
Frazão: O que você espera com essa viagem?
Claude: Que dê tudo certo. Essa viagem vai ser importante, envolve o meu futuro, quero ter mais uma conquista e non uma derrota. – confessou.
Frazão: Bom tenha paciência, mais acho que você vai conseguir sim. Ainda mais um homão desses, francês, consegue tudo que quer em questão de segundos. – brincou.
Claude: Também non é assim néh Frazon.
Frazão: Você que pensa.




Meninas agradeçam a Dona Inspiração que me devolveu a ideia e palavra por palavra, pois eu perdi esse capitulo. Tive que fazer de novo. kkkk Bom divirtam-se.
Bjs. 
Att: Lídya.

terça-feira, 8 de março de 2011

Preparativos (Cap.31)


Julia Regina: Até que em fim resolveu tomar alguma atitude, só espero que não pare no meio do caminho.
Frazão: É mon ami se você não quiser ganhar o premio de bocó do ano tem que agir e agir da maneira certa. – gozou do amigo.
Claude: Já entendi o recado, hã mais posso fazer do meio jeito? Quero que seja aos poucos, tudo bem ou é pedir de mais, hã? - Perguntou aos dois.
Julia Regina: 1 passo de cada vez.
Frazão: Esse já é o 3º. – gozou o amigo.
Claude: Frazon, por favor. – o repreendeu.
Julia Regina: Bom entendeu de como você tem que fazer pra chegar até lá néh?
Claude: Ouí,Ouí. Qualquer coisa eu uso o GPS, hã. Non tem erro vai dar tudo certo. – se certificou.
Julia Regina: Pow também não precisa me humilhar néh. – disse rindo.
Claude: Humilhar, hã como te humilhar? – sem entender.
Julia Regina: GPS. Eu te dei todas as coordenadas e você ainda me fala que vai usar o GPS. – disse rindo mais fingindo estar magoada.
Claude: Pardon Julia Regina. Mais Frazon com as manias dele acaba me contagiando. – disse rindo.
Frazão: Ooo me tira dessa que as manias são só minhas e não dou pra ninguém. – disse rindo. – Se bem que se ver que o meu amigo francês esta mais light. – comentou ao abraçá-lo.
Claude: Ouí, Ouí, mais vamos ver se isso continua assim, hã. Você sabe como eu sou Frazon mudo de humor como quem muda de roupa, hã. – disse ao se sentar no sofá com um drinque nas mãos.
Julia Regina: Mais aposto que com a Rosa do lado isso muda de figura.
Claude ficou quieto, pois sabia que só a Rosa podia deixá-lo tranqüilo.
Frazão: Bom o papo ta bom, mais eu e a Julia Regina vamos dar uma volta.
Julia Regina: Que volta? Não combinamos nada Frazão. – perguntou sem entender
Frazão: Sabe o que é mina Diva, é que tem tempo que não ficamos sozinhos e eu queria aproveitar a noite que é uma criança por sinal com você, o que acha?
Julia Regina: Não sei não, você ta muito saidinho pro meu gosto Frazão e outra eu não estou afim de sair hoje. Queria mesmo curtir um filmezinho em casa. – desabafou.
Frazão: Isso não é problema, na sua ou na minha?
Julia Regina: Como? – sem entender.
Frazão: Na sua casa ou na minha. Por que assistir filme sozinho não tem graça.
Julia Regina: Dependendo da companhia é até melhor assistir sozinha. – brincou.            
Claude: É melhor se decidir Julia Regina, esse ai non vai largar do seu pé até você aceitar a companhia dele.
Frazão: Obrigado mon ami. Então o que decidiu a minha Diva?
Julia Regina: Ok, vamos pra minha casa que é melhor. Tenho vários filmes que podemos assistir durante a noite toda. – provocou.
Frazão: E quem te disse que vamos assistir filme a noite toda?
Julia Regina: Você que pensa que vamos fazer outra coisa sem ser assistir filme.
Frazão: Claude essa criatura aqui ta tirando onda com a minha cara, olha só. Pois eu te garanto Julia Regina não assistiremos filme a noite toda.
Claude: Bom von logo assistir esses filmes a noite toda, hã. E aproveitem a noite.
Julia Regina: Sim vamos aproveitar, não sou doida de deixar essa noite passar em branco.
Frazão: Agora sim esta falando a minha língua. Bom boa noite mon ami, que eu vou aproveitar a minha. – se despediu.
Claude: Bonne nuit. Até mais. – se despediu.
Julia Regina: Boa noite. Claude.
Claude com a saída dos dois ficou pensativo de como seria o próximo passo.
Dadí: Doutor Croudes. Ooo Doutor Croudes. – chamou a empregada.
Claude: Oi Dadí, me desculpe a dristraçon, pode falar o que foi, hã.
Dadí: O senhor vai querer que eu apronte a sua mala hoje ou amanhã?
Claude: Arrume pra amanhã, vou na parte da tarde. Non tenha presa, hã.
Dadí: Vai ficar quantos dias?
Claude: Uns dois dias, hã.
Dadí: Ok, vou arrumar amanhã. – e já ia saindo, mais voltou – Doutor Croudes?
Claude: Ouí, Ouí Dadí.
Dadí: Eu vou conhecer essa mulher que te faz ficar pensativo assim?
Claude: Ouí, vai Dadí por que non conheceria, hã?
Dadí: Ultimamente quando o senhor conhece alguma mulher ela não passa mais que uma noite nessa casa, e quando liga procurando pelo senhor sempre tenho que inventar uma desculpa despachado mulher. Com essa o senhor não ficou nenhuma noite, ela não liga atrás do senhor, mais te deixa suspirando pelos cantos a chamando pelo nome.
Claude: Dadí. – a repreendeu.
Dadí: Mais num é Doutor? Quantas vezes te vi chamando por essa tal de Rosa. Quero conhecer essa mulher que conseguiu te deixar suspirando sem ao menos ter uma noite com o senhor. Pois aquela noite que o senhor dormiu fora de casa o Dr. Frazão me contou que você estava na casa dela, mais que apenas acompanhou o sono dela selando, o senhor nunca foi disso.
Claude: É verdade Dadí mais com ela eu não me sinto com vontade de apenas ficar por ficar, com ela eu me sinto seguro e inseguro ao mesmo tempo. Só ela consegue me deixar sem ação, sem controle da situação.
Dadí: Amor Dr. Croude, amor. Tem tempo que não via o senhor assim, desde a espoca daquela cabelo de cenoura. Acho que ela não merecia te deixar como essa D. Rosa te deixa.
Claude: Non me lembre dela Dadí por favor.
Dadí: Eu sei que o senhor não gosta de falar no nome dela, nem menos mencioná-la. Mais de vez em quando ela me liga atrás do senhor. - confessou
Claude: Como é que é? Ela ainda tem a audácia de me ligar. – se irritou.
Dadí: Sim.
Claude: E pra que ela continua me ligando, hã? – perguntou irritado.
Dadí: É sempre a mesma coisa, quer falar com o senhor, se explicar o que aconteceu e voltar as boas com o senhor. – explicou.
Claude: Voltar as boas! Essa sim é boa.
Dadí: Eu já tinha avisado pro Dr. Frazão que ela tava ligando atrás do senhor e ele falou que ia tomar providencias em relação a ela.
Claude: Ouí e tomou mesmo pois lá o escritório ela non me ligou, se ligou eu non fui informado. E Dadí se ela voltar a ligar fala pra ela que morri, que eu morri. – e saiu em direção ao quarto irritado.
Dadí: Não devia ter contado. Não queria que meu patrãozinho se irrita-se.
Ao chegar no quarto Claude bateu a porta com tudo pela raiva que sentia.
Claude: Que atrevimento, o que qui ela pensa que é, depois de tudo que me fez ainda tem a audácia de me procura aquela mulherzinha, insignificante. – desabafava.
Nisso para sua surpresa recebeu uma mensagem.
Muitas vezes o passado volta para nos atormentar mais temos que ter firmeza em não nos deixar abalar, pois o presente e o futuro é o que importa. O meu passado sempre me atormentava mais decidir viver o meu presente e esperar pelo meu futuro. Bjs Rosa.
Claude: Como se ela soube-se o que se passa comigo nesse exato momento, hã. – sorriu pela coincidência. – Essa mulher non vai me atormentar de novo, non vai. Rosa vale o prazer de querer um futuro melhor pra mim e pra ela. - finalizou. 

sábado, 5 de março de 2011

1º Passo, 2º Passo (Cap. 30)


Rosa pensativa no que seu pai lhe escreveu e no que sua mãe falou, começou a analisar em o que poderia fazer para se abrir e deixar com que Claude se aproximasse, permanecia na mesa da cozinha quando viu uma mensagem em seu celular, que acabara de chegar.
1º Passo: Queria mais non posso. Gostaria mais non tenho. Infelizmente a nossa vida non é feita apenas com os nossos desejos e sim com os dos outros tbm. Tem que haver o desejo dos dois lados para que possamos ter o que Queremos e o que Gostamos. Bjs Claude.
Rosa ficou feliz pelo que leu e decidiu. Mandou uma mensagem respondendo.
Nisso Terezinha entra e repara o sorriso de sua irmã, repara que ela está com uma feição mais tranqüila e leve. Não resiste e comenta.
Terezinha: Viu um passarinho verde foi? – disse ao se sentar à mesa.
Rosa: Não só como vi, como que peguei pra mim. – respondeu feliz.
Terezinha: Eita o que foi que eu perdi.
Rosa: Isso aqui. – mostrou a mensagem para a irmã.
Terezinha: O que? Ele te mandou isso. – disse sem acreditar - Rosa pelo amor que você sente por mim, me diz que você respondeu isso, dizendo que também gosta dele. Please diz que sim. - pediu
Rosa: Olha ai na caixa de saída. – disse sorrindo
Terezinha: Ai como eu amo a minha irmã. – disse isso dando um beijo na Rosa, após ler a resposta – Mais o que aconteceu para você mudar de atitude assim do nada?
Rosa:” Não faça de sua vida um rascunho, pois não teremos tempo de passá-la a limpo”. Resolvi viver a vida de maneira mais plena, esquecer o passado e guardar apenas os momentos mais importantes pra mim e seguir em frente.
Terezinha: Papai sempre me falava essa frase. – recordou com certa tristeza.
Rosa: Ele me deixou uma carta que falava essa frase. Vou guardar pra mim, prefiro me arrepender do que fiz, em vez do que não fiz. – finalizou.

No Rio de Janeiro.

Frazão: Claude, seu celular esta piscando, acho que é mensagem. – avisou ao amigo que estava na janela.
Claude: Deixa que depois eu vejo, hã. – permaneceu na janela.
Frazão: Ok. – se sentou à mesa.
O celular continuava piscando, irritando o Frazão que impaciente resolveu desligar o aviso do celular.
Frazão: Tudo bem que você vai ver o que é depois mais isso já esta me irritando, que vou desligar. – disse com o celular na mão
Claude: D’acoord.
Frazão: Acho que isso você vai querer ver agora, se deixar pra depois vai se arrepender. – disse esticando o celular na direção dele, após ver do que se tratava.
Claude: Frazon vê o que é enton, non estou com paciência de ficar lendo mensagem, ainda mais quando se trata de propaganda, hã.
Frazão: Tem certeza que não tem paciência?
Claude: Tenho, hã. – disse se sentando na poltrona, levando as mãos ao rosto.
Frazão: Então escuta essa propaganda. – disse rindo para o amigo - 2º Passo: Você pode ter o que Quer e pode ter o que Gosta. Pois seus desejos são correspondidos. Bjs Rosa. E ai o que achou da propaganda?
Claude: Sem graça... – parou ao se tocar do que se tratava. – Frazon me dá esse celular, hã. – pediu tirando o aparelho da mão do amigo.
Frazão: Calma, não vou roubar o seu celular já tenho o meu. – disse rindo do amigo que estava afobado.
“Non acredito que ela me respondeu isso, mon Dieu isso só pode ser brincadeira.” – pensou eufórico, após reler a mensagem.
Frazão: E ai mon ami, gostou da propaganda? – gozando do amigo.
Claude: Sim, gostei, hã. – se conteve em apenas responder isso, serio.
Frazão: Que qui é francês ta de gozação comigo, a Rosa te manda essa mensagem e você diz que gostou sem euforia nenhuma. Isso por que eu nem sei do que se trata o 1º passo. – disse irritado. – Me deixa ver esse 1º passo. – tomou o celular da mão do amigo.
Claude: Non Frazon, me devolve esse celular, hã. – correu atrás do amigo.
Frazão: Não, espera ai que eu quero saber o que você mandou pra ela. – disse se afastando.
Claude: Frazon me dá esse celular agora, por favor. – pediu irritado.
Frazão: Achei, aqui está. – ele ler a mensagem e fica feliz pelo que lê. – Que amigão você é, heim francês por que você não queria que eu lê-se essa mensagem? – querendo entender.
Claude: Por que você ia ficar de gozason com a minha cara, hã. E outra o que tem de errado eu mandar essa mensagem pra ela, hã? – perguntou.
Frazão: De errado nada, vocês precisam se acertar mesmo. – respondeu entregando o celular – Mais sobre a gozação, dessa vez eu vou deixar passar não quero deixar meu amigo irritado, aproveite e se delicie com a resposta dela. – respondeu rindo.
Claude: Fala que non ia gozar com a minha cara mais acaba gozando, Frazon você non tem jeito mesmo. – disse rindo e relendo a mensagem.
Frazão: O que foi que eu falei? – perguntou rindo.
Claude: Aproveite e se delicie com a resposta dela. – respondeu sem ao menos tirar os olhos do visor.
Frazão: Mais não é o que você esta fazendo. – disse rindo – E ai qual será o próximo passo?
Claude permanecia concentrado, pensativo do que lia.
Frazão: Claude, terra chamando, cambio? – o chamou sem resposta. – Quer saber vou deixar ele sozinho com os pensamentos dele. – falou consigo mesmo e saiu da sala.
Claude: “2º Passo: Você pode ter o que Quer e pode ter o que Gosta. Pois seus desejos son correspondidos. Bjs Rosa.” - repetiu a si mesmo por varias vez. – Frazon, me passa o nº do celular da Julia Regina, ué cadê o Frazon, hã? – se perguntou ao notar que estava sozinho. – Será que eu tenho e nº da Julia Regina, hã? – se perguntou procurando na agenda. – Hum, non tenho, onde Frazon se meteu, hã? – nisso liga para Janete lhe pedindo para achar o nº do celular da Julia Regina, pois queria falar com ela com urgência. 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Semanas se passaram (Cap. 29)



Julia Regina voltou ao Rio, pois tinha trabalho a fazer. Rosa como havia planejado permaneceu junto à família em São Paulo.
Como já tinha anos que não à viam Amália, Terezinha e Dino queriam saber de todas as novidades. Rosa durante os dias que permanecia ali se sentia como antes de tudo que lhe aconteceu, leve, segura e amada pelas pessoas que lhe conhecia muito bem. Evitava sempre que podia tocar num assunto que ela não queria nem pensar: “Claude”, por mais que Terezinha insistia, ela evitava, mas numa conversa com sua mãe.
Amália: Então Rosa quem é esse Doutore Claude? – perguntou ao enxugar as louças.
Rosa: É um sócio meu num projeto de casas populares. – respondeu sentada à mesa.
Amália: Isso eu sei filha, você já me respondeu mil vezes isso. Então quem é esse Doutore Claude? – repetiu a pergunta.
Rosa: O Doutore Claude mãe, é um francês que conheci como meu sócio, mais que me despertou um interesse que não queria. Me cativou, me ajudou e me acendeu aquela chama da paixão que tava adormecida. – por fim respondeu.
Amália: Hum agora sim, essa era a resposta que eu queria ouvir. – se sentou à mesa de frente pra filha. – Mais por que você não queria se interessar por ele?
Rosa: Por que ele tem fama de garanhão, de que conquista as mulheres por conquistar e depois às dispensa.
Amália: Mais a Julia Regina me contou que ele também gostou de você, filha.
Rosa: Não sei, pode ser mais um modo de conquista. Vai saber.
Amália: Ta vamos analisar se é isso mesmo. Me conta como foi que ele te ajudou?
Rosa: Me ajudou com o Nono, o cachorro que eu tinha, eu tava gripada e o Nono amanheceu doente e como não conseguia carregá-lo devido a gripe que peguei da chuva que tomei, chamei ele para me ajudar levar o Nono para o veterinário. Nono não resistiu e acabou morrendo, ele ficou comigo na hora que o Nono foi sacrificado e me apoiou quando cai no choro. – D. Amália ouvia tudo atenta aos detalhes e de como a filha falava do Claude – Depois tornou me ajudar no dia que fez 6 anos que Miguel morreu, no escritório ele me socorreu, me abraçando por que eu sentei no chão e comecei a chorar, ficou sentado no chão comigo o tempo todo e não permitiu que o Dr. Pedro me tirasse dos braços dele, não falou nada e nem me perguntou nada apenas ficou do meu lado, me levou pra casa, pois acabei dormindo em seus braços, pensei até que era a Julia Regina que estava comigo na cama, mais vi que era ele quando acordei no meio da noite, tinha um feição de preocupado, por mais que estivesse dormindo percebi que estava preocupado comigo. No dia seguinte acordei mais cedo e fui ao Aterro do Flamengo para pensar um pouco e deixei um bilhete o chamando, foi onde que expliquei o que aconteceu comigo. Naquele dia nos divertimos, sentir que ele queira que eu esquecesse o que me aconteceu no dia anterior. Depois que me vi interessada por ele, resolvi ir pra Búzios pra me afastar dele mais sentia que tinha alguém me vigiando, não sabia o que era por mais que eu tentava descobrir, tanto que recebia uns bilhetes de uma musica que nunca ouvi, depois descobrir que era ele que me mandava todas as terças feiras.
Amália: O que estava escrito no bilhete?
Rosa: Isso aqui. – entregou o bilhete que guardou no livro.
Amália: Eu não vi aqui, pra entender ou explicar, nem pedir nada pra mim, não quero nada pra mim, eu vi pelo que sei e pelo que sei você gosta de mim. É por isso que vim”. 
Rosa: Não entendo o que ele quer disser com isso, se ele não quer nada por que ia me ver? – confusa.
Amália: Mais sabia que você gosta dele. – brincou.
Rosa: Eu não gosto dele. – retrucou.
Amália: Não mesmo. Filha eu te conheço, você se esconde atrás dessa amargura toda mais no fundo o que mais quer é se entregar. Rosa minha filha, ele também não quer se entregar ou sei lá. Vamos analisar esse bilhete por partes Eu não vi aqui, pra entender ou explicar. Isso me passa que ele também está confuso assim como você. Nem pedir nada pra mim, não quero nada pra mim. Aqui pode ser que ele não quer nada que seja absurdo pra você dar a ele. 3º Isso ele tem certeza Eu vi pelo que sei e pelo que sei você gosta de mim. Isso não tem como negar minha filha, a sua atitude de se afastar dele demonstrou que você gostava dele e pra finalizar É por isso que vim. Isso Rosa é crucial juntando tudo, juntando o que você me contou e juntando esse bilhete: Ele também gosta de você, não importa a confusão que ele se encontra, ele também gosta de você. Só não quer admitir assim como você minha filha. Por que ir até Búzios atrás de você e não se aproximar deixando apenas um bilhete como presença pra mim, isso é por que ele não quer admitir o que sente por você. – finalizou.
Rosa: Mais mãe ele também sofreu no passado, o Frazão me contou que isso o marcou muito e ele não quer se ver apaixonado.
Amália: O que aconteceu com o Doutore Claude? – curiosa.
Rosa: Não sei, o Frazão não entrou em detalhes e também não perguntei para ele.
Amália: Passado: Referente há um tempo já findo. Diz-se de uma coisa que o tempo fez envelhecer, ou deteriorou. Findo: Acabado, concluído, terminado. – a olhou seriamente querendo uma resposta do que ela entendeu.
Rosa: Passado é passado não tem como ser vivido, já foi, aconteceu. – respondeu.
Amália: Passado, presente e futuro? Quais desses tempos têm que se viver?
Rosa: O presente, pois vivemos o agora e o futuro agente espera por ele.
Amália: E o passado onde entra?
Rosa: Não entra, pois não tem como reviver uma coisa que já aconteceu a segundos atrás.
Amália: Então minha filha esquece o passado, infelizmente aconteceu o que aconteceu, o Presente é o que tem que ser a sua preocupação agora, de vivê-lo intensamente e o Futuro dependendo do que fazemos no presente será maravilhoso.
Rosa ficou pensando e analisando as palavras da mãe.
Amália: Eu sei que foi um filho que você perdeu nessa história toda, nenhuma mulher que é mulher e tem a experiência de gerar um filho esquece o dia em que perdeu seu filho, infelizmente Miguel não esta entre nós, mais Miguel já teve o que uma mãe sempre é capaz de dar Amor. Sempre será lembrado com carinho por você, pois ele foi uma criança gerada com amor, então o guarde em seu coração minha filha, por que por mais que você venha ter outros filhos nenhum deles será capaz de substituí-lo. Lembre dos momentos que você ficava com ele na sua barriga acarinhando e o protegendo. E o Robson foi um farabuto como dizia seu pai. Claude é outro homem, não é a mesma pessoa. Então aproveite e viva o hoje, se não der certo com o Claude tente outro até encontrar a pessoa certa para você. – nisso parou de falar ao se lembrar de uma coisa que estava se esquecendo. – Espera um pouco. – e saiu em direção ao seu quarto.
Minutos mais tarde voltou com uma caixa na mão.
Amália: Toma é pra você.
Rosa: O que é isso?
Amália: Seu pai sempre escrevia cartas para você, mais nunca teve coragem de enviar. Eu não sabia que ele escrevia essas cartas. Até que no hospital ele me falou que tinha essa caixa com as cartas e me pediu pra te entregar. – e entregou a caixa.
Rosa ao abri aquela caixa encontrou varias cartas endereçadas a ela, lacradas e datadas. Ficou espantada de ver que a maioria sempre se datava no mesmo dia em que seu pai a expulsou de casa e no dia que seu filho havia falecido. Sua mãe a deixou sozinha para que ela pudesse ler mais a vontade. Ela leu todas as cartas mais a ultima chamou mais atenção.

São Paulo, 01 de Fevereiro de 2011
Querida filha mia Serafina Rosa Petroni.
Aqui se vai mais um ano em que mio neto Miguel Petroni faleceu devido a um acidente provocado pelo farabuto do Robson que nem gosto de me lembrar, que foi capaz de fazer a mia bambina sofrer. Serafina se você soubesse de como me arrependo do dia em que te coloquei pra fora de casa. Não sabia que aquela decisão de te abandonar num momento que você mais precisou de mim filha mia, ia te provocar tanto sofrimento. Sua mãe, a Amália sempre me acusava de ser um pai desnaturado por ter feito aquilo, mais mio orgulho falou mais alto. Ela sempre me dava noticias suas quando você estava na casa da D. Joana, eu havia proibido que ele fosse te ver mais isso não a impedia de saber noticias suas, eu fazia de conta que não ouvia mais estava atento para saber como estava a sua gestação se estava tudo certo com o mio neto. Quando descobri que você havia perdido o mio neto, você já tinha ido para o tal Rio de Janeiro. Perdi totalmente o chão, não conseguia acreditar que a mia bambina estava longe dos mios olhos, longe da mia proteção. Queria te buscar mais não sabia onde você estava, até que vi essa noticia no jornal falando do seu patrão o Doutore Pedro Henrique, falando onde era o escritório no Rio de Janeiro. Foi onde comecei a escrever essas cartas escondidas de sua mãe, mais nunca tive coragem de mandar pelo medo de você nunca me perdoar. Mais infelizmente me encontro no hospital internado com problemas no mio coração e sem chances de sobrevivência segundo o medico, sinto que essa será a ultima carta que te escrevo filha mia. Não queria que você viesse me ver e me perdoar apenas por que estou doente, te peço mia bambina, perdoe o seu pai turrão que é mais orgulhoso que o próprio orgulho, esquecer o que te fiz; isso eu não te peço por que não há como esquecer. Mais eu quero mia bambina que você não deixe que eu ou o Robson a deixe amargurada, não sofre pelo que te fiz e pelo que o Robson também te fez. Viva a sua vida mia bambina, pense que o que você viveu foi mais uma pagina que você escreveu, uma parte de sua vida que foi sofrida, mais que a próxima pagina, você pode escrever as melhores coisas se viver a vida de maneira mais plena, falando em escrever numa pagina me lembrei de uma frase que li uma vez:” Não faça de sua vida um rascunho, pois não teremos tempo de passá-la a limpo”. Eu fiz da mia vida um rascunho, nas partes mais importantes, eu não quero que você faça o mesmo com a sua vida. Seja feliz antes de tudo, não dê ao Robson o prazer de ter ver sofrida, amargurada pelo que ele te fez. Encontre um Grande Homem que lhe faça feliz, que aprecie e admire suas qualidades e que saiba conviver com os seus defeitos. Que saiba te consolar e saiba compartilhar suas alegrias. Encontre um Homem que lhe olhe nos olhos e lhe transmita segurança, que você saiba que sempre que necessário o terá ao seu lado. E tenho certeza que esse Grande Homem terá o prazer de ter uma Grande Mulher como você ao seu lado. Desejo-te felicidades mia bambina e que Deus abençoes seus caminhos, que te proteja de jeito que não te protegi. E que ele te dê o dom de me perdoar. Beijos de seu pai Turrão mais que te ama como sempre.
Att. Giovanni Petroni.

Rosa chorava ao ler a carta, seu coração já se sentia leve, por não estar mais carregando no peito o ressentimento que o pai lhe causou. Viu ali o que faltava para dar alguns passos no presente para fazer o seu futuro sempre melhor que o presente.
Agora que passos seriam esses?