sábado, 11 de agosto de 2012

Descobertas e Decepções... (Cap. 53)


- Devo ter jogado pedra na cruz só pode, hã. – bufou Claude.
- Não adianta francês, a Nara faz questão de trazer os resultados dos exames aqui na empresa, daqui a pouco ela já deve está chegando. – respondeu Frazão.
- Non me basta, que da ultima vez que Nara esteve aqui, Rosa ficou me enchendo de perguntas. Ela acha que estou escondendo algo. – disse irritado.
- O que não deixa de ser verdade. – concordou.
- Frazon. – chamou a atenção do amigo.
- Estou mentindo? Até agora você não contou pra Rosa sobre seu filho com Nara.
- Non temos certeza que ele é meu filho, hã.
- Será? Você conhece a Nara Claude, se ela realmente quisesse te dar um golpe não estaria tão cooperativa. – raciocinou com o amigo.
- Mas eu non confio na Nara. – retrucou.
Durante a espera, de a Nara chegar à empresa, ambos não conseguiam se concentrar no trabalho. A ansiedade era tanta que só com a chegada da mesma com os exames ira tranquiliza-los.

Na Sala da Presidência.

- Sim Silvia. – respondeu Rosa ao chamado do telefone.
- Rosa, tem uma ligação de São Paulo para você, é o Dr. Nogueira. – respondeu.
- Dr. Nogueira? Não conheço nenhum Nogueira. – se questionou – Pode passar a ligação Silva.
- Tudo bem.
- Pois não. – respondeu Rosa depois da transferência.
- Rosa? – perguntou o Doutor.
- Sim, sou eu com quem eu falo?
- Aqui é o Dr. Luiz Gustavo Nogueira, a senhora não me conhece mais eu sou o médio do seu patrão o Paulo Henrique. – respondeu com cautela.
- Médico do Paulo? – se perguntou com o susto da informação – O que foi que aconteceu? – logo quis saber.
- Sim, medico do Paulo, acontece Rosa que o Paulo se encontra internado aqui num hospital em São Paulo. - informou
- Internado? – cortou o medico. – O que meu pai tem? Me fala doutor. – entrou em desespero.
- Ele está com princípios de enfarte, e por isso o colocamos em coma induzido para amenizar a situação. – respondeu.
- Princípios de enfarte? – se assustou com a noticia – Ele está em coma?
- Sim, ele está em coma, queremos que a situação dele fique amena até a senhora chegar.
- Até eu chegar?! Mas por que amenizar? Ele não vai melhorar? – tentava entender e ao mesmo tempo segurar o choro na garganta.
- Sinto te informar Rosa, mais a situação do seu pai não é das melhores, quanto antes você chegar aqui é melhor. – advertiu.
- Certo. – respirou fundo – Calma Rosa, calma. – tentou se tranquilizar para não entrar em desespero – Dr. Nogueira eu farei o máximo pra chegar ainda hoje em São Paulo, no máximo amanha de manha estarei ai, por favor, me passe o endereço do hospital. – respirou fundo, pois nesse momento entrar em desespero era a ultima coisa que era preciso, enxugou a lagrima que escorria em sua face, e anotou o endereço. Assim que desligou o telefonema, ligou para a Silvia para pedir que ela comprasse uma passagem para São Paulo com urgência, ainda para aquela manha. Enquanto ela ainda ajeitava algumas coisas na documentação que não podia ser deixada sobre a mesma e sim guardadas. Como havia pedido para a Silvia agilizar a viagem, seria só o momento de chegar ao aeroporto e fazer o che-kin.
- O que será que aconteceu de tão grave que a Rosa, quer que você compre uma passagem para São Paulo as pressas? – perguntou Janete.
- Não sei, só que sei que ela estava nervosa e tentava se controlar pra não entrar em desespero. A Rosa não é disso, alguma coisa realmente grave aconteceu. – respondeu Silvia.
- Novidade na sala do Dr. Claude e do Dr. Frazão também está uma tensão pesada. Eles estão agitados, parece que estão esperando por algo realmente serio.
Nesse momento Nara saiu do elevador e foi ao encontro das duas na recepção.
- Ai lascou. – sussurrou Janete.
- Janete, por favor, avisa ao Claude e ao Frazão que eu estou aqui. – pediu Nara.
- Sim senhora. Só um momento. – e foi informar a presença da Nara na recepção.
- Não vejo a hora de tirar esse peso das minhas costas. – disse Nara.
- Que peso, Dona Nara? – perguntou Nara.
- De provar ao Claude que meu filho é realmente dele, esse exame de DNA é a minha única prova de que não estou mentindo. – respondeu Nara, tranquilamente.
Nesse exato momento Rosa tinha saído da sua sala e ouviu a resposta que Nara tinha dado.
- Me desculpe, mas você e o Claude tem um filho? – perguntou Rosa.
- Sim. – respondeu Nara depois de se recuperar do susto que Rosa lhe havia dado. – O Claude não acreditou que o meu filho é dele e fizemos um teste de DNA pra provar que estou falando a verdade. Está aqui. – tirou o exame da bolsa e mostrou a Rosa.
- Posso ver? – pediu Rosa.
- Sim, por mim não vejo problemas em te mostrar, afinal o Claude deve ter te contado sobre isso. – lhe entregou o exame.
- Sim, me contou. – mentiu para poder pegar o exame. E ao constatar o resultado não pode deixar de se chocar, com a idade da criança e com a data da coleta do sangue. – Fico feliz de que tudo fique resolvido entre você e o Claude. – lhe devolveu o exame – Bom eu tenho uma viagem urgente pra fazer, com licença. – e saiu em direção ao elevador.
Nesse momento Frazão veio buscar a Nara para leva-la até a sala dele e de Claude, ao sair da sala notou que Rosa devolvido um envelope para Nara, notou que seu semblante era serio e que seu olhar continha uma tristeza profunda. Ao se aproximar de Nara percebeu que o envelope em questão era o exame de DNA do filho de Claude.
- Ferrou. – sussurrou.
Tentou correr para o elevador para conversar com a Rosa e a ultima imagem que pode ver da sua Diva, foi sua postura que continuava ereta, com a cabeça levantada, um olhar frio e uma lagrima em sua face, deixando claro que havia descoberto por si mesma, o que Claude tanto lhe escondia.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Preocupações a vista!!! (Cap. 52)


Três Semanas transcorreu sem maiores problemas desde aquela noite de jantar na casa do casal Smith.
Com a viagem do Dr. Pedro Henrique, Rosa assumiu a responsabilidade pelo escritório, ela sentia que havia algo de estranho nessa viagem de urgência que seu patrão teve que fazer, na despedida no aeroporto ela sentiu que Pedro estava nervoso além do normal.
- Pedro você está me escondendo alguma coisa? – havia perguntado.
- Estou não minha filha, apenas é uma viagem de negócios como sempre. –procurou tranqüilizá-la.
- Não esqueça que o senhor me prometeu sempre me contar o que está acontecendo com você, por que isso agora, eu estou te sentido muito nervoso além do normal com essa viagem. – ponderou.
- Não é nada de mais, daqui a pouco estarei de volta e tudo vai voltar ao normal. – nisso uma voz feminina fez a chamada do vôo – Bom deixa eu ir, meu vôo já vai sair, cuida do escritório, qualquer coisa me liga e se precisar de ajuda fale com o Freitas e o Frazão que já instruir os dois pra qualquer eventualidade. – recomendou e acariciou o rosto dela. – Sinto te deixar nesse momento minha filha, mais realmente eu preciso fazer essa viagem. – falou com a voz embargada emoção, pela possibilidade de nunca mais poder vê-la novamente.
- Tudo bem, estarei te esperando e não precisa ficar emocionando. – enxugou o rosto dele – Acho que já falei isso para o senhor, de que o tenho como meu pai, mas nunca tive coragem de te chamar assim, mais hoje me deu uma vontade de te abraçar e te chamar de pai, eu posso? – pediu carinhosamente enquanto acariciava seu rosto.
- Claro. – abriu os braços para recebê-la.
- Eu te amo tanto papai, te adotei no dia em que você manteve a minha proposta de emprego, você me ajudou no momento em que mais precisei, não tenho outro carinho por você se não o de filha, não sei o que seria de mim se você não me desse apoio desse o começo, pai. – confessou em meio ao abraço.
- Foi um prazer para mim recebê-la em minha vida como minha filha, Rosa. E nunca vou me arrepender de ter feito o que fiz. Você foi a maior preciosidade que apareceu na minha vida depois que a minha esposa e meu filho faleceram, e eu e minha esposa tínhamos planos de ter mais um filho, na época em que ela morreu estávamos tentando ter uma menina, foi quando tudo aconteceu. Mais você me apareceu depois e não pude deixar de me apegar a você, minha filha. – lhe contou o segredo que mais lhe machucava, a perda da esposa e do filho ainda criança em um acidente de carro. Depois dessa fatalidade nunca teve interesse em constituir uma nova família, se entregou totalmente a sua empresa, ao trabalho e esqueceu-se da vida pessoal, do amor que havia trancado em seu peito e tudo voltou a se manifestar quando Rosa apareceu em sua vida, reacendendo aquele sentimento e passou a amá-la como a filha que nunca teve a oportunidade de ter.
- Fico feliz de saber que o senhor não resistiu ao meu charme. – sorriu.
- Rosa minha filha, não há como resistir ao seu charme, como seu próprio nome já diz você é uma Rosa, delicada, perfumada e ao mesmo tempo forte pelos espinhos que possui.
- E por causa disso eu quero que o senhor me avise se estiver acontecendo algo entendeu papai. – falou tocando com o dedo indicador no peito dele exatamente em cima do coração dele.
- Sim eu aviso mais nesse momento não há necessidade de preocupação. Ok? – pegou sua mão e deu-lhe um beijo e a colocou contra o peito.
- Ok.
Ao se lembrar dessas palavras Rosa não pode deixar de se emocionar, pois sempre teve muito carinho com o Pedro Henrique e desde que o deixou no aeroporto a caminho de São Paulo não teve muitas noticias dele, pois sempre que o procurava o telefone dava na caixa postal.
E preocupada com ele resolveu procurar mais informações sobre essa viagem.
- Oi Silvia, por favor, tem como você vir aqui na sala da diretoria, por favor? – pediu pelo interfone.
- Sim Rosa, já estou indo. – desligou o telefone e foi ao encontro de Rosa. – Pois não Rosa em que posso ajudá-la? – perguntou após entrar na sala.
- Silvia, por acaso o Dr. Pedro te falou alguma coisa sobre essa viagem que está fazendo? – preocupada.
- Falou não Rosa, ele não me passou nenhuma informação sobre essa viagem, para falar a verdade a única coisa estranha que eu reparei foi que ele me pediu pra comprar a passagem, mas quando eu perguntei qual hotel ele queria que eu fizesse a reserva ele disse que não era necessário. – comentou.
- Foi para São Paulo mais não reservou nenhum hotel, mais que estranho. – pensou – Esse meu pai está me escondendo alguma coisa. – pensou em voz alta.
- Pai? – perguntou sem entender.
- É mais isso agora não vem ao caso. Eu quero é saber o que está acontecendo, já tem três semanas que ele viajou e não deu noticias. Estou muito preocupada com ele. – enquanto pensava no que estava acontecendo com o Pedro Henrique dispensou Silvia para seus serviços e o Freitas advogado do escritório entrou.
- Com licença Rosa. – pediu.
- Sim Freitas, pode entrar. – consentiu.
- Rosa eu gostaria que você assinasse alguns documentos que precisam de sua assinatura, para dar continuidade numa transação que o Pedro Henrique deu entrada. – e entregou um envelope.
- Minha assinatura? – perguntou sem entender – Como assim transação, eu só tenho uma procuração pra assinar documentos referente a projetos do escritório.
- Bom não posso dar mais informações Rosa, simplesmente preciso da sua assinatura me autorizando dar continuidade na transação. – respondeu.
- Posso saber pelo menos do que se trata? – curiosa.
- Se a senhora confia no Pedro Henrique creio que não terá com o que se preocupar.
- Ok eu assino. – retirou os documentos dentro do envelope e leu o que continha mais sem obter maiores informações, assinou e devolveu os documentos no envelope para o Freitas.
- Obrigado. – Freitas agradeceu e se retirou.
Rosa que não era boba, achou estranho toda aquela situação, a viagem repentina do Pedro Henrique, o documento a ser assinado por ela dando uma autorização que ela não sabia pra quê e a falta de ligações do próprio Pedro Henrique.
- O que será que está acontecendo que eu não estou sabendo.

Em São Paulo.
- Acho melhor ligar para a Rosa, Doutor. – opinou a enfermeira que auxiliava no monitoramento dos equipamentos que estavam ligados em Pedro H.
- Eu também acho Karina mais esse meu paciente é turrão e não me autoriza a fazer a ligação. – confessou o Dr. Nogueira, olhando para o amigo que estava sedado na cama de hospital.
- Ele não vai agüentar muito tempo e pelo que você me contou ela não irá te perdoar se ela não ficar sabendo a tempo do que está acontecendo. – ponderou.
- Ok, vou agir como amigo e não como médico, vou ligar para Rosa e informar o que está acontecendo. Pedro Henrique me perdoe meu amigo mas dessa vez você vai ter que aceitar as minhas decisões. Por mais que você não queria que a Rosa lhe veja nessa situação para não preocupá-la, você vai ter que aceitar a preocupação da sua filha como você mesmo falou. – disse para o amigo que estava dormindo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Gran Finale!!! (Cap. 51)

Após o jantar todos foram para a sala de estar onde seriam servidos café e licores conforme a preferência. Pedro Henrique devido a restrição medica preferiu tomar apenas um café que teve Rosa, Miss. Elizabeth e Michelle como acompanhantes, Julia Regina, Claude, Frazão, Robson e Mrs. John prefeririam o licor de Jenipapo que Frazão levou para presentear o casal Smith.
Após a tensão que ocorreu no jantar, o ambiente estava descontraído e pequenos grupos haviam se formado para conversar. Com a saída do Claude para o banheiro Rosa aproveitou a oportunidade e foi para a varanda para apreciar a vista da noite carioca. Robson que observava Rosa de longe aproveitou a oportunidade para se aproximar dela.
Se aproximou cautelosamente, sem denunciar sua presença e se colocou ao lado dela na barreira de proteção.
- Rosa gostaria de conversar com você – pediu Robson assuntando Rosa.
- Sorrateiro igual uma cobra – ironizou após se recuperar do susto – Sobre o que você quer conversar comigo Robson?
- Não se faça de desentendida Rosa! Você sabe muito bem qual é o assunto – respondeu irritado.
Rosa sabia exatamente qual era o assunto em questão, apenas com sua lembrança voltava à mesma sensação que ela havia passado há seis anos. Se mantendo na mesma posição respondeu:
- Você não acha que esse assunto está morto e enterrado depois do nosso ultimo encontro? Pelo que eu me lembro você deixou muito claro a sua opinião sobre o assunto.
- Se não fosse sua amiga Julia Regina comentar esse assunto da minha fertilidade, não estaria aqui falando sobre isso. – comentou demonstrando sua frustração.
- Não me venha com essa Robson. – zombou – Desde que nos encontramos você me olha com essa cara de quem tem culpa no cartório – o olhou com desdém – E outra quem começou com esse assunto sobre infertilidade foi sua esposa – se voltou para entrar – Com licença que eu tenho melhores companhias para conversar. – e saiu.
Quando Rosa estava entrando Robson a segurou pelo braço impedindo-a de prosseguir. Rosa apenas olhou para suas mãos em seu braço, que Robson imediatamente retirou.
- Rosa eu preciso saber o que aconteceu com aquela criança?
- Não acha que está um pouco tarde pra você me fazer essa pergunta? Ainda mais depois do que você me fez. – respondeu sem saber de onde tirava força para continuar frente a frente com o responsável pela morte do seu bebê.
- Creio eu que tenho direito de saber Rosa, tenho que saber como explicar para Michelle o que a Julia Regina falou.
Rosa percebeu que sua única intenção era se safar sem maiores de conseqüências.
- Infelizmente Robson você não terá a minha ajuda dessa vez. Por que não conta de uma vez que fez uma vasectomia para não ter um filho?
- O sonho da Michelle é ter um filho e se eu contar que fiz uma vasectomia ela me mata. – respondeu fazendo a Rosa rir.
- Isso é muito engraçado, confesso que gostaria de ver a Michelle te matando por que você fez uma vasectomia. – comentou em plena gargalhada.
- Rosa isso não tem nenhuma graça. – disse irritado.
- Claro que tem – e entrou na sala ainda rindo com o Robson atrás de si querendo segura-la pelo braço, Claude no mesmo instante entrou na sala conversando com o Mrs. John.
No minuto que Claude viu Robson segurando Rosa fazendo com que ela se voltasse e se chocasse em seu peito, parou de falar com o Mrs. John e ficou serio, para não dizer furioso, que seu olhar era capaz de queimar Robson vivo pela sua audácia de tocar na Rosa. Frazão que o esperava vir a seu encontro percebeu a sua mudança de fisionomia.
- Vamos ter problemas – pensou.
Seguiu o olhar do amigo para ter certeza da irritação do amigo, já sabia que tinha que ser algo relacionando com Rosa e Robson e o que encontrou reforçou o seu pensamento, pois viu o Robson sacudindo a Rosa pelos braços visivelmente irritado.
- Isso não vai prestar – sussurrou.
Claude se aproximou em passos largos, gritando assustando a todos.
- Largue a Rosa, Robson, eu non te falei para ficar longe dela, hã? – passou pelo amigo que inutilmente tentou segura-lo.
- My Good, mais o que está acontecendo? – perguntou Elizabeth.
Rosa que ainda estava nos braços do Robson se lembrou do comentário que fez a sua amiga, que não faria nada para evitar que Claude partisse para briga com ele, mudou de opinião ao ver a fúria nos olhos do Claude.
- Solte a Rosa, Robson! – repetiu furioso, pois Robson ainda a segurava pelos braços.
- Não até ela me contar o que eu quero saber – respondeu olhando diretamente nos olhos da Rosa e apertando ainda mais seus braços machucando-a.
- Contar o que? – perguntou Michelle sem entender a confusão.
- Me solta Robson, você está me machucando. – pediu tentando sair das mãos dele.
Ao ouvir o pedido da Rosa, Claude avançou em direção de ambos e tirou Rosa das mãos do Robson e deu um soco em seu queixo fazendo-o cair em cima de uma poltrona. Ainda furioso Claude pegou Robson pelo colarinho da camisa trazendo ele cara a cara.
- Por favor, Claude para com isso. – pediu Rosa apavorada segurando Claude pelo braço.
- Non Rosa, ele vai ter aprender a te deixar em paz e non te causar nenhum sofrimento. – causando outro soco no nariz do Robson.
- Para de fazer isso, você vai matar o meu marido. – gritou Michelle.
- Essa foi a minha vontade desde o principio ao saber do que ele fez com Rosa. – respondeu irritado.
Rosa que permanecia ao seu lado puxou-o para junto de si levando-o para o outro canto da sala.
- Como assim? O que ele te fez Rosa? – perguntou Elizabeth para Rosa.
- Claude pelo amor de Deus não faz isso com a Rosa, ela já sofreu tanto. – falou Frazão ao se aproximar dele.
Claude ao olhar para Rosa e vê-la assustada e segurando as lagrimas para não chorar a abraçou.
- Pardón Cherry, pardón non queria te causar mais sofrimento com essas lembranças, mais eu non agüentei ao vê-lo te segurando daquele jeito. – sussurrou ao seu ouvido – Pardón Cherry.
- Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – gritou Elizabeth olhando para todos, principalmente para Rosa que estava nos braços do Claude com o rosto contra seu peito.
- O Gran Finale. – respondeu Julia Regina que assistia a confusão de longe, se aproximou para ajudar a amiga.
- Olha o que você vai aprontar menina. – preveniu-a Pedro Henrique.
- Pode deixar tio, eu sei o que estou fazendo. – respondeu com um sorriso.
- Toda vez que ela me falava isso, a situação nunca ficava boa, ela vai aprontar mais Frazão, pode ter certeza. O jantar não foi nada. – avisou para Frazão que já estava ao seu lado.
- Não, Julia Regina não é disso. – incrédulo.
- Espera pra ver, conheço essas meninas e Julia Regina tava aprontando desde o começo com aquela conversa no jantar. – avisou Pedro Henrique.
Ao chegar ao centro da sala Julia Regina olhou para a amiga.
- Posso contar Rosa? – Rosa que ainda estava com o rosto contra o peito do Claude apenas assentiu sem olhá-la. – Bom era uma vez – zombou olhando para todos que não acreditavam na forma que ela ia começar a contar – Certo vamos ao ponto em questão, na época da faculdade Robson e a Rosa eram namorados, ela ficou grávida – ressaltou olhando para Michelle que arregalou os olhos ao ouvir isso – Ele a largou na pior sem apoio, pois o pai da Rosa não aceitou a criança e quando a Rosa estava com 7 mês ela o encontrou no Teatro Municipal em São Paulo, Robson não queria conversa e a empurrou para afastá-la, causando a queda da Rosa na escadaria, sem prestar socorro causando a morte do menino, Miguel. Rosa já havia escolhido até o nome. – resumiu a história nos pontos mais importantes causando espanto a todos que não conhecia os fatos. Michelle que ouvia tudo calada se afastou do marido, o olhando incrédula e o casal Smith não sabia como reagir àquela informação sobre seu genro. – Me desculpe Michelle mais você nunca vai ficar grávida do Robson, por que ele fez uma vasectomia. – finalizou.
- Eu não acredito que você me enganou esses anos todos com essa história de infertilidade Robson. Você sabia que o meu maior sonho é ser mãe. – se afastou ainda mais, chorando.
- Há mais uma coisa, Michelle se você fizer as contas ele engravidou a Rosa, quando ainda estava noivo com você. – contou causando mais choro na Michelle que estava nos braços da sua tia – É como eu falei não suporto mentira.
- Julia Regina você é uma cobra. – acusou-a.
Com essa acusação Julia Regina simplesmente lhe sorriu e virou para Frazão.
- Frazão me dá um copo. – pediu.
- Pra que? – sem entender.
- Pra coletar o meu veneno. – zombou.
- Depois de tudo que você falou, duvido que ainda tenha restado um vestígio de veneno. – brincou.
- Ah é, então Robson me desculpe mais você terá que espera me recuperar para colher mais veneno, pra te fazer um antídoto. Agora agüenta as conseqüências dos seus atos.
Enquanto Julia Regina contava o que havia acontecido com Rosa e Robson, Claude sutilmente tirou Rosa da sala, levando-a para a varanda, para que ela não ouvisse o relato.
- Pardón Cherry, non queria que você sofresse mais. Só que eu non agüentei ao vê-la nos braços dele. – beijou sua testa.
- Tudo bem Claude. Foi até bom te ver em ação. – brincou.
- Rosa non brinca é sério. – pediu zangado.
- Eu sei – se aconchegou ainda mais nos braços do Claude, sentido a segurança que aquele abraço sempre lhe transmitiu – Sabia que eu queria que isso acabasse logo, não agüentava ver o Robson como o bom moço na frente da Michelle. Pena que a nossa amizade acabou antes de começar. –
- Non acredito que você ainda quer ser amiga dela cherry. – a afastou para olhá-la nos olhos.
- Por que não Claude? Tanto eu como a Michelle somos as vitimas nessa história, só espero que ela me aceite como amiga depois de saber tudo isso. – se virou ficando de costa para o Claude, mantendo os braços dele em torno de sua cintura – Não gosto de mentira Claude, muito menos de ser enganada, imagino que a Michelle deve estar odiando o Robson por isso, nenhuma mulher gosta de ser enganada, veja a reação dela ao saber a verdade, eu também teria a mesma reação dela, ainda mais sendo que o meu sonho estar no meio. Na minha opinião confiança num relacionamento é tudo.
Ao ouvir isso, Claude sentiu como se levasse uma facada no peito, pois ele se lembrou do seu filho com Nara, por mais que ainda estava esperando o resultado de DNA sabia que ele era seu filho.
- A Rosa tem o direito de saber dessa criança. – uma voz interior sussurrou em seu ouvido.
- Mais eu non tenho coragem, non sei como contar isso para Rosa. – admitiu.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Vamo lá

Gente devido a um problema com o meu notebook fiquei sem ter como escrever a FIC... agora estou de volta... (assim espero)... e darei continuidade na FIC...
Teremos algumas mudanças na escrita, como vocês estão acostumandos eu coloco o nome dos persornagens antes das falas... mudei não havera mais os nomes... mais dará para entender... li muitos livros de romance e peguei a tecnicas das autoras... espero conseguir ultiliza-las de maneira simples e logica...
Espero conseguir dar continuidade na história sem perder a mão... pois são  um bocado de tempo sem escrever... Dona Inspiração terá que ser minha amiga... :)
TAMO DE VOLTA MENINAS.... AGUARDEM....

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Jantar – Parte 2 (Cap. 50)


Após o anuncio feito por Elizabeth de que o jantar seria servido em 15 minutos todos se dirigiam rumo a sala de estar para se acomodar em seu lugares. Em uma mesa redonda sentaram todos, numa sequencia em sentido horário: John, Elizabeth, Michelle, Robson, Pedro Henrique, Frazão, Julia Regina, Rosa e por fim Claude.
A conversa que era por assuntos do cotidiano: como politica, livros, musicas, filmes, mantendo um tema neutro, fugindo de assuntos pessoais e profissionais.
Claude e Robson era os que menos se envolviam na conversa, evidenciando a hostilidade que tinha entre ambos. Rosa pela presença do seu antigo namorado, tinha dificuldade de mostrar naturalidade, sempre forçando um sorriso ou respondendo educadamente o que lhe era perguntado.
Julia Regina e Frazão mantinham a conversa na mesa, evitando assim que Elizabeth, John e Michelle percebesse o clima pesado entre os outros convidados na mesa.
Julia Regina: Pois é, Elizabeth eu e a Rosa nos conhecemos de criança e recentemente nos encontramos na praia.
Elizabeth: Enton você também conhece o Robson da faculdade? – indagou surpresa.
Julia Regina pega de surpresa pela pergunta bebericou sua bebida antes de responder.
Julia Regina: Sim, conheci ele naquela época junto com Rosa, na verdade ela conheceu o Robson primeiro que eu. – soltou uma risada por lembrar de como aconteceu, o que teve o acompanhamento do Robson, com um sorriso mais contido.
Elizabeth: Como assim Rose conheceu Robson primeiro? – curiosa.
Rosa: Eu estava atrasada para uma prova Miss. Smith e acabei me esbarando no Robson no corredor o que me atrasou mais ainda. – respondeu sem maiores detalhes.
Elizabeth: Enton por que Julia Regina você está rindo? – perguntou sem entender.
Julia Regina: Humm... num sei se conto! – pensativa.
Frazão: Foi nessa ocasião que a Rosa ganhou o apelido de Furacão. – respondeu pela amada.
Claude: Frazon... – repreendeu o amigo.
Frazão: Que qui é Francês foi você mesmo que me falou que Rosa é um furação, e que ela faz jus ao nome com louvor. – respondeu com malicia.
Julia Regina: Agora é a minha vez – olhou para o Frazão irritada – Que liberdade é essa Frazão? – evidenciando seu desgosto.
Frazão: Ué falei alguma coisa de errado? – fingiu ingenuidade.
Rosa: Imagina. – respondeu pela amiga.
Frazão: Gente vocês estão cansados de saber que eu amo a Rosa. – resposta essa que espantou a americana.
Rosa: Você só está piorando as coisas Frazão. – observou o espanto da americana.
Frazão: Calma Miss. Smith, eu explico: eu gosto da Rosa como amigo, pois o meu amigo francês, aquele ali com aquela famosa cara de mal-humor francês, - apontou para o amigo – chegou primeiro e mesmo assim não teria chances com ela, por isso a chamo ela carinhosamente de minha Diva. – explicou aliviado pela compreensão da americana.
Michelle: Frazão você é um amor de pessoa, ter você como amigo deve ser fabuloso...
Julia Regina: Imagine na cama... – aguçou a imaginação da moça, mais se arrependeu – Me desculpe Miss. Smith, as vezes falo coisas sem me dar conta quem está escutando. – todos acompanharam sua risada.
Elizabeth: Tudo bem Julia Regina, já me acostumei com seu jeito e do Frazão também, vocês são muitos espontâneos com os seus sentimentos, com o que vocês são de verdade, não fingem o que não são, eu gosto disso. – confessou.
Claude: Pardon Miss. Smith se eu fosse a senhora non incentivava, pois Frazon é uma peste com essa sinceridade como a senhora mesmo comentou.
Rosa: Faço suas palavras as minhas, Claude, a que diz respeito da Julia Regina, tinha me esquecido da paz que eu conquistei quando ela foi embora. – sorriu para a amiga.
Pedro H: Não seja maldosa Rosa, Julia Regina é sua alma gêmea... ela tira de você aquela menina que você guarda a 7 chaves, tenho saudades dela. – comentou.
Julia Regina: Obrigada, Pedro por isso que eu o amo, sempre me defende quando preciso.
Rosa: Chata. – fez uma careta para a amiga.
Michelle: Realmente eu queria ter conhecido vocês duas na época da faculdade do Robson. – disse com tristeza.
Julia Regina: Bom se você gosta de farra, baboseira, falar bem de homem e mal também, xingar, chutar o pau da barraca de vez em quando, o famoso clube da Luluzinha ainda dá tempo... – comentou animada – as vezes eu e a Rosa nos trancamos num quarto com um bom vinho pra colocar o papo em dia... será um prazer conhecer você melhor. – finalizou e que recebeu um chute da amiga de baixo da mesa.
Michelle: Será um prazer, tem algum problema Rosa? – indagou ao perceber a inquietação da Rosa.
Rosa: Sim Michelle, está tudo bem. – respondeu sem animação.
Michelle: O Robson nunca me contou muita coisa da época da adolescência. A única coisa que ele me falou foi de uma complicação que ele teve devido a uma medicação indevida que ele tomou que causou a infertilidade dele. – comentou com naturalidade, causando surpresa na Rosa e na Julia Regina que logo olharam para o Robson – o que impossibilita de termos um filho. – concluiu.
Robson: Michelle isso lá é coisa que se fale. – repreendeu a esposa, atento aos olhares de ambas as amigas.
Julia Regina: Quando que foi isso Michelle? – perguntou após se recuperar da surpresa.
Michelle: No final do ensino médio, antes de entrar na faculdade, por que? – Sem entender os olhares entre Rosa e Julia Regina.
Julia Regina: Num sei acho que essa conta está errada. – comentou olhando para a amiga, pois imaginou qual seria o pensamento dela.
Claude que nitidamente percebeu o mal estar de Rosa, a envolveu pelo ombro.
Julia Regina: Ele deve ter tido esse problema depois da faculdade ou até mesmo Michelle o Robson tenha feito uma vasectomia. – concluiu como se não tivesse falado algo importante, deixando Robson em péssimas condições.
Frazão: Amor limpa a boca que está saindo um veneno dos seus lábios. – sussurrou em seu ouvido.
Michelle: Me desculpe Julia Regina, mais o que você esta me dizendo nem chega perto da verdade, confirmamos com os médicos nos EUA.
Julia Regina: Eu entendo Michelle, me perdoe por ser franca, mais acho melhor você rever esse resultado, pois conheço uma moça que pode desmentir o que o Robson te contou. – continuou destilando seu veneno, causando um clima desagradável entre todos na mesa.
Claude: Acho que isso é passado Julia Regina, o que importa se o Robson fez vasectomia ou teve um problema com uma medicaçon? – interveio.
Julia Regina: Sabe o que é Claude, uma coisa que eu detesto em um homem é mentira, já vi amigas minhas sofrendo muito por causa de mentiras, acho que a Michelle não merece isso, se o Robson estiver mesmo falando a verdade, por que temer o que eu falo? – Olhou para ele percebendo a sua inquietação - Conheço ele da época da faculdade, sei muito bem que essa infertilidade dele veio depois do ultimo ano.
Michelle: Como você pode ter tanta certeza?
Julia Regina: Pergunta pra ele? – finalizou bebendo seu vinho, e apreciando o olhar da esposa para o marido de incredulidade e finalmente olhando para a amiga que não acreditava no que ouvia. – Me desculpe. – falou olhando para amiga sem emitir som algum.
Elizabeth: Michelle eu sei que você vai querer ter essa conversa com su esposo mais agora non é hora nem momento. – comentou ao perceber a irritação da sombria.
Michelle: Tudo bem tia, eu e o Robson conversaremos sobre esse assunto em casa, e Julia Regina eu agradeço a sua sinceridade de verdade, também detesto mentira. – olhou para o marido deixando claro que aquilo não tinha terminado ali. – Acho que vou precisar frequentar um dias desses esse clube da Luluzinha com você e com a Rosa, vai me fazer bem, tenho certeza.
Julia Regina: Será um prazer e me perdoe por falar disso assim em meio a um jantar. – finalizou com um sorriso de trinfo no rosto, por ver que Robson ainda pagaria pelo que fez a amiga.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Jantar - Parte 1!!! (Cap. 49)


Como combinado naquela noite, Claude, Rosa, Frazão, Julia Regina, Pedro Henrique, Elizabeth, John, Michelle e Robson se encontrava na casa do casal Smith para um jantar entre amigos, deixando os negócios de lado.
Julia Regina: Já que vamos deixar os negócios de lado, o que é um milagre. Conte-nos como conheceu o Robson, Michelle. – perguntou para Michelle.
Rosa: Julia Regina você não acha que está sendo muito intrometida? – repreendeu a amiga.
Julia Regina: Eu não. – sorriu para a amiga. – Ah Rosa conhecemos o Robson da faculdade, nunca vi a Michelle com ele e muito menos soube que ele estava namorando. – voltou a olhar para a Michelle – Você me entende né Michelle?
Michelle: Claro Julia Regina, mais do que natural vocês quererem saber onde eu entro nessa história. – sorriu para ambas.
Rosa: Me desculpe Michelle mais as vezes a Julia Regina não se aguenta de tanta curiosidade, se você deixar ela descobre a sua vida em questão de segundos e não te larga mais, isto é se ela gostar de você. – brincou.
Julia Regina: Poxa Rosa não seja tão má. – fingiu aborrecimento.
Rosa: Estou mentido Julia Regina? – perguntou séria.
Michelle: Ei vocês duas não vão brigar por minha causa vão? – entrou na brincadeira.
Julia Regina: O que? Eu e a Rosa brigar? Mais é nunca, podemos arrancar o cabelo uma da outra de vez em quando mais brigar jamais. – respondeu com divertimento.
Rosa: O que acontece quase sempre sabe Michelle, mais tem tempo que eu não tenho uma boa briga com a Julia Regina. – olhou para a amiga. – Mais vamos deixar essa demonstração de afeto para depois Julia Regina, não quero assustar a Michelle com a nossa fúria. – sorriu.
Michelle: Não se acanhe por minha causa. – brincou.
Julia Regina: É a Michelle é das nossas heim Rosa. – observou.
Rosa: Estou vendo que sim. Desculpe Michelle, mais imaginava que você fosse daquelas mulheres metidas, só por que tem dinheiro. – confessou.
Michelle: Natural, mais não se engane com a primeira impressão. Também tenho os meus podres como qualquer uma e como qualquer mulher fico feliz quando me olham pelo que eu sou e não pelo que eu tenho ou pelo que não sou. – desabafou.
Rosa: Definitivamente você é das nossas, na época da faculdade sofremos pelo que não tínhamos, a Julia Regina é um pouco mais favorecida do que eu, mais isso não conta por que somos amigas de infância, mais fora isso sempre surpreendemos as pessoas que se aproximam de nós. – relatou.
Julia Regina: Nem me lembro como o Robson se aproximou de nos Rosa, você se lembra? – perguntou a amiga.
“Como eu vou me esquecer desse dia” – pensou Rosa.
Rosa: Como eu posso me esquecer disso dona Julia Regina se foi nesse dia que ganhei o apelido de furacão?
Michelle: Furacão? – sem entender.
Julia Regina: Ah é ta certo, tinha me esquecido desse detalhe. – olhou para Rosa e começou a rir – Deixa que eu contar esse acontecimento.
Rosa: Por favor, você conta melhor que eu.
Como a simpatia e a cordialidade predominava nesse pequeno grupo, Julia Regina relatou como foi que Rosa conheceu o Robson e como que ele passou a fazer parte do grupo deixando de lado o pequeno detalhe de que ambos namoravam na época da faculdade.
Do outro lado da sala.
Frazão: Claude, Claude mon ami estou vendo a hora em que você vai avançar pra cima do Robson, não tem como você disfarçar um pouco essa raiva não? – perguntou preocupado com o amigo.
Claude: Non. – respondeu ríspido.
Frazão: Pois tente. – murmurou e se afastou do amigo indo ao encontro do outro grupo que conversavam. – John, Robson, Pedro Henrique – deixando o amigo sozinho.
John: Oh Frazão você nos dará o prazer da sua companhia? – surpreso.
Frazão: Porque não, estamos aqui para nos conhecer fora do escritório não é? – respondeu animado.
John: Oh yes! Mais o Claude está tão afastado essa noite, aconteceu alguma coisa? – observou curioso.
Frazão: Sim, ele está preocupado com um problema que ele tem que resolver para ontem e não sabe como, mas não se preocupe John, Claude sempre arruma um jeito, se ele não faz isso eu faço, estou deixando que ele queime um pouco do cérebro dele enquanto o meu descansa um pouco. – brincou com bom humor.
Rosa apesar de manter uma conversa amigável e aminada com a esposa de seu antigo namorado e pai de seu filho, estava preocupada com a hostilidade que havia entre Claude e Robson, e muito mais preocupada com o próprio Claude, pois o sentiu muito preocupado e longe depois que viu Nara mais cedo no escritório, e notando que ele estava indo em direção a janela foi ao seu encontro.
Rosa: Posso saber o que está se passando na cabeça de certo francês em que eu estou apaixonada? – perguntou abraçando-o por trás, deitando sua cabeça em suas costas.
Claude: Hum – pensou – se eu responder terei uma recompensa, hã? – perguntou com bom humor e um sorriso em seus lábios.
Rosa: Isso depende da resposta e que recompensa o senhor está interessado. – brincou.
Claude: Hum acho que terei que elaborar muito bem essa resposta, hã. – com carinho pegou uma das mãos da Rosa que estava em sua cintura e levou a sua boca para beija-la com suavidade.
Rosa: Pode pensar eu deixo. – com a outra mão que estava livre Rosa passou a acariciar a abdômen do Claude, provocando-o.
Claude: Rosa non me provoca, estamos numa sala cheia de pessoas, que com certeza eston nos observando. – murmurou em meio a provocação da Rosa.
Rosa: Eu sei, e sei também que essas pessoas sabem que estamos juntos, se não sabem vão ficar sabendo. – aproveitando a situação deu a volta ficando assim de frente, mantendo uma das mãos onde Claude a segurava e levando a outra por baixo do paletó pelas costas dele fazendo assim que ambos se aproximassem mais ainda, e olhando em seus olhos continuou – Claude eu sei que não está sendo muito agradável para você ficar no mesmo ambiente que o Robson, mais você não acha que está sendo fácil para mim, está?
Claude: Non.
Rosa: Imagine a minha situação ficar sorrindo para a esposa dele que era noiva dele na mesma época que ele namorava comigo, tudo bem que ela também foi enganada, e que ela é um amor de pessoa, o que é digno de nota. Mais para minha não é nada fácil ficar perto do cara que me machucou tanto e me provocou o maior sofrimento que uma mulher pode sofrer.
Claude: Non sei como eu ainda estou me segurando. – suspirou irritado. Deixando a mão dela e a abraçando pela cintura.
Rosa: Você não está se segurando, muito pelo contrario, não sei se percebeu mais você está me segurando. – sorriu.
Claude: Oui, oui percebi, isso é pra você non correr o risco de ficar perto daquele négligeables. – e a beijou na testa.
Rosa: Négli... o que? – sem entender o significado da palavra.
Claude: Desprezível.
Rosa: Bem a sua cara. – sorriu. – Bom eu rezo para que o Robson não se aproxime de mim. – disse enquanto observava o alivio do Frazão, sorrindo para o amigo.
Claude: Own que negocio é esse de rezar pra aquele... – interrompeu a frase irritado.
Rosa: Sim estou rezando para ele não se aproximar de mim, pois não farei o mínimo esforço pra te impedir de ir para cima dele, o estrago pode ser bem grande mais não dou a mínima. – confessou.
Claude: Ele que non se atreva.
Rosa observando a irritação do Claude se perguntava se era apenas esse motivo de tanta irritação. Se não tinha algo mais acontecendo, por mais que estivesse preocupada tentava não pensar qual seria esse outro motivo.
“Cada coisa a sua hora e lugar” – pensou.
Claude: Rosa? – chamou-a.
Rosa: Sim! – respondeu voltando a realidade.
Claude: Posso te pedir uma coisa, hã? – perguntou demonstrando preocupação.
Rosa: Sim.
Claude: Nunca se esqueça de que eu a amo, cherry. Nunca. – pediu.
Rosa: Por que isso agora Claude? – surpresa sem entender o porquê do pedido.
Claude: Por favor Rosa, apenas me prometa que nunca se esquecerá que eu te amo, hã.
Rosa: E por que eu deveria me esquecer, se você já me deu provas que me ama? – sem entender.
Como um aperto no peito Claude aproximou ainda mais Rosa de seu peito abraçando-a mais forte, como que quisesse evitar que ela fosse embora, beijando sua testa.
Rosa: Não sei o que está acontecendo Claude, mais espero que você me conte antes que outra pessoa me conte. – avisou olhando em seus olhos.
Claude: Oui, oui. – voltou a abraça-la.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Novos tempos virão!!! (Cap 48)


Claude: Mais isso é impossíble, hã. – afirmou depois de ouvir o que o amigo acabou de contar sobre Nara.
Frazão: Será Claude mesmo impossível, faça você mesmo às contas, o que ela contou bate com o tempo que vocês se separam o que tem mais o menos uns dois anos. – analisou.
Claude: Non, non isso non. – bateu na mesa relutando em acreditar. – Frazon o que qui eu vou falar para Rosa, hã? Num dá Frazon. – relutou.
Frazão: Sinto muito mon ami mais você terá que contar para Rosa e assumir essa realidade, e a Rosa com certeza vai te apoiar. – consolou o amigo confiante.
Claude: Claro. “Olha só Rosa o que eu tenho pra te contar é algo muito sério, é o seguinte vou precisar da sua compreenson, será que você pode me dar uma forcinha e me ajudar a criar o meu filho com Nara, hã?” – ensaiou a noticia irritado.
Frazão: Eu sei que não será fácil mon ami, mais você terá que contar para ela. – compreensivo.
Claude: Ok, por mais que essa criança tenha idade suficiente para ser meu filho, o que um ano? – tentando calcular.
Frazão: Um ano e três meses. – completou.
Claude: Ouí um ano e três meses, quem me garante que esse menino realmente seja meu, hã. – relutando. – A Nara pode muito bem ter tido essa criança com outro cara e quer jogar pra cima de mim, hum? – indagou.
Frazão: Se você quiser podemos fazer o teste de DNA, ela mesma se colocou a disposição para fazer, mais acho muito difícil Claude, pois ela me pareceu muito verdadeira ao me contar sobre a sua paternidade.
Claude: Nara, contado verdade, sei. – irritado. – O único jeito é fazer o teste de DNA, hã e até o resultado sair non tocamos mais nesse assunto, ok? – pediu.
Frazão: Ok, mais a Rosa vai querer saber o porquê que ela veio aqui. – alertou. – Pois ela viu a Nara saindo daqui, ela vai te perguntar. – lembrou.
Claude: Ouí, ouí. – suspirou insatisfeito. – Mas Frazon me faz uma coisa? – olhou serio para o amigo. – Vamos parar de falar nesse assunto, por favor non quero me lembrar que terei que olhar para Nara pro um bom tempo por causa dessa criança, hã. – pediu.
Frazão: Sim, não falarei mais nada sobre isso até sair os resultados dos exames. – concordou.
Claude: Só mais uma coisa, qual é o nome da criança?
Frazão: Miguel! – mordeu o lábio inferior com medo da reação do amigo.
Claude: Miguel... Miguel... – repetia o nome como se ele tivesse se esquecendo de algo. – Non pode ser Miguel, Frazon? – pressentido a reação da Rosa.
Frazão: Sim Claude, o nome da criança é Miguel. – confirmou apreensivo.
Claude: A Nara non tinha outro nome pra escolher non? – irritado – Com tantos nomes que temos, ela foi escolher justo o nome que era do filho da Rosa? – olhou serio para o amigo. – Frazon olha pra minha cara e me responde: A Rosa vai aceitar que eu tenho um filho com outra mulher e ainda por cima ele se chama Miguel? – indagou já sabendo a resposta do amigo.
Frazão: Não, mais Claude a Rosa vai entender. – tentava tranquiliza-lo.
Claude: Frazon se coloca no meu lugar e coloca a Julia Regina no lugar da Rosa. – conduziu a imaginação do amigo, o que foi feito pelo mesmo. – Agora me responda a Julia Regina ia aceitar um filho seu com outra ton fácil assim?
Frazão: Tamo ferrado. – concordou com um suspiro.
Claude: Como tamo ferrado, essa criança é minha segundo Nara e non sua, está se esquecendo disso, o ferrado aqui sou eu, ha. – relembrou o amigo.
Frazão: Se o senhor francês não se lembra a minha noiva é a Julia Regina, a minha da sua Rosa, então mon ami, to ferrado também por que ela vai querer me tirar o coro com essa noticia, assim como a sua Rosa. – respondeu chateado. – Não queria te dar essa certeza não, mais pelo pouco que conheço a Rosa, realmente ela não aceitará tão fácil essa ideia de ter que conviver com a Nara sabendo do que ela te fez e muito menos essa criança. Rosa sofreu muito pra ter que aceitar que o homem que ela ama tem um filho com outra, sendo que ela perdeu o dela, me perdoe Claude mais essa é a pura verdade. – desabafou irritado. – Se eu pudesse te tirava esse peso sobre suas costas como sempre fiz, mais dessa vez mon ami me desculpa, não será possível.
Claude: Eu sei Frazon e nem to te pedindo isso, pro mim eu aceito essa criança numa boa se ela for mesmo o meu filho, mais com a queston da Rosa complica e muito a minha situaçon. – sentou na cadeira passando as mãos no rosto demonstrando cansaço.
No mesmo instante Pedro Henrique entrou na sala para espanto da dupla pela surpresa, avisando que o casal Smith haviam convidados para um jantar ainda naquela noite, para desespero de Claude.
Claude: Aquele Robson vai estar nesse jantar, non sei se vou aturar aquele cara na minha frente. – disse irritado por essa lembrança.
Pedro H: Pois terá que aturar Claude, e você terá que fazer isso o tempo que for necessário e ainda mais que tem a Rosa nessa história ela vai precisar de você ao lado dela. – relembrou.
Claude: Ouí. – demostrava cada vez mais seu mal humor.
Pedro H: O que qui o Claude tem? – perguntou ao Frazão.
Frazão: Nada não, só acordou de ovo virado como todos os dias, Rosa deve ter o deixado comendo vento. – disfarçou brincando sob olhares do amigo.
Claude: Frazon. – repreendeu o amigo.
Pedro H: Bom vocês que são amigo que se entendam, mais uma coisa, amanha eu vou viajar cedo, então a partir de amanha a Rosa estará comandando a empresa em minha ausência, não sei quanto tempo irá durar a minha viagem, estou indo sem previsão de volta. – relembrou a dupla, nisso sentiu um mal estar, fazendo-o passar a mão no peito.
Frazão: Ok e como combinamos estaremos do lado de Rosa. – afirmou.- O senhor está bem Pedro? – perguntou ao notar a mudança repentina em Pedro.
Pedro H: Não está tudo bem. – disfarçou ainda com a mão no peito, com um semblante de angustiado.
Claude: Ouí pode deixar iremos apoiar Rosa enquanto o senhor tiver ausente, hã. – Também notou que o sócio não estava bem. – O senhor realmente está bem Pedro? – preocupado.
Pedro H: Estou sim. – engoliu seco. – Vou pra minha sala, qualquer coisa me chamem. – saiu apresado.
Após a saída de Pedro Henrique.
Frazão: É impressão minha ou o Pedro estava passando mal? – preocupado.
Claude: Também tive essa sensaçon, parece que está escondendo algo. – cogitou a possibilidade, mais ao lembrar-se da brincadeira do amigo. – Eu comendo vento! – ria do amigo ao se lembrar da noite anterior.
Frazão: O que foi falei algo de errado? – sem entender.
Claude: Non, non só me lembrei da brisa que entrou hoje pela manha no quarto, hã. – sorria.
Frazão: Brisa geralmente são frias. – se arrepiou.
Claude: A temperatura do quarto estava quente o suficiente que essa brisa nem fez diferença, hã. – sorria malicioso. – Bom vamos voltar ao trabalho que o dia hoje vai ser cheio, temos muitas coisas para resolver, preciso esquecer um pouco das coisas e me concentrar para non partir aquele cara em dois. – desabafou descontando a raiva numa pilha de documentos na mesa.
Enquanto isso na sala do Pedro Henrique.
Pedro H: Por favor, eu gostaria de falar com o Dr. Nogueira. – disse ao telefone se sentar, demonstrando cansaço e afrouxando a gravata.
Nogueira: Pois não. – respondeu ao telefonema.
Pedro H: Dr. Nogueira, sou eu o Pedro; estou te ligando para avisar que as dores no meu peito estão voltando. – revelou angustiado.
Nogueira: Pedro você já tomou os remédios? – perguntou preocupado.
Pedro H: Já sim eu tomei logo cedo, mais a dor esta voltando. – respondeu.
Nogueira: Pedro você tem que vir a São Paulo logo, se possível ainda hoje. – pediu.
Pedro H: Não posso tenho um compromisso hoje à noite. Mais como combinamos vou amanha cedo pra São Paulo, pego o 1º voo. – respondeu.
Nogueira: Ok, eu vou pedir para uma equipe de enfermeiros ir te buscar no aeroporto, tudo bem? – perguntou.
Pedro H: Nogueira é mesmo necessário tudo isso?
Nogueira: Pedro você sabe muito bem do estado critico que você se encontra. – relembrou ao amigo. – Você já contou pra sua afilhada a Rosa?
Pedro H: Não, não quero que ela fique preocupada a toa. – respondeu.
Nogueira: Pedro você me prometeu que ia contar para Rosa sobre o seu problema.
Pedro H: Eu sei Nogueira, mais eu não tive coragem, vamos ver o que esses exames vão nos mostrar depois eu falo com ela, além do mais eu prometi que contaria se acontecesse algo comigo para ela. – desabafou.